Embargos à execução. Reajuste de 28,86%. Policial rodoviário federal. Lei 9.654/98. Reestruturação da carreira. Limite temporal. Parecer da contadoria acolhido
- Relator
- DESEMBARGADOR FEDERAL NEY BELLO
- Órgão julgador
- PRIMEIRA TURMA
- Data de julgamento
- 14/05/2014
- Data de publicação
- 01/08/2014
- Tipo de recurso
- APELAÇÃO CIVEL (AC)
- Número
- TRF1-0022576-26.2008.4.01.3400
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. REAJUSTE DE 28,86%. POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. LEI 9.654/98. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. LIMITE TEMPORAL. PARECER DA CONTADORIA ACOLHIDO. PRECEDENTES DO STJ E DESTA CORTE. 1. A questão controvertida remanescente nos presentes autos cinge-se ao pedido dos autores/exequentes (policiais rodoviários federais) de afastamento da limitação do reajuste até dezembro de 2007, em virtude da Lei 9.654/98. 2. O eg. Superior Tribunal de Justiça pacificou seu entendimento no sentido de que a vigência da Lei 9.654/98 constitui o termo ad quem para o pagamento das diferenças relativas ao índice de 28,86%, as quais foram integralmente absorvidas pela reestruturação promovida por aquele diploma legal na carreira dos ocupantes do cargo de Policial Rodoviário Federal. 3. "Esta Corte Superior entende que a entrada em vigor da Lei n. 9.654/98, que reestruturou a carreira dos patrulheiros rodoviários federais, serve como termo final dos pagamentos das diferenças de 28,86%, porquanto já absorvidas integralmente pela reestruturação daquela" (STJ, AgRg no REsp 1.415.895/DF, Segunda Turma, Rel. Ministro Humberto Martins, DJE de 07/03/2014). 4. Todos os pontos levantados pelos ora apelantes restaram apreciados, da mesma forma que se constata que também foram analisados na elaboração dos cálculos, razão pela qual não merecem reparos o parecer da Contadoria Judicial. 5. "É firme o entendimento deste Tribunal no sentido de prestigiar o parecer da Contadoria Judicial, tendo em vista a sua imparcialidade, veracidade, e conhecimento técnico na elaboração dos cálculos dessa natureza" (TRF1, AC 0004793-60.2005.4.01.4100/RO, Primeira Turma, Rel. Des. Federal Ângela Catão, Rel. Convocado Juiz Federal Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes, e-DJF1 de 14/12/2012, p. 471). 6. Sentença mantida em sua totalidade, inclusive no que pertinente aos honorários advocatícios, fixados em consonância com o art. 20, § 4º, do CPC, e conforme jurisprudência desta Corte. 7. Apelações da União e da parte autora/exequente a que se nega provimento.
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- Decisão: A Turma
- por unanimidade
- negou provimento às apelações.
