Execução fiscal. Redirecionamento. Responsabilidade tributária apurada em procedimento administrativo. Provimento do recurso
- Relator
- RÔMULO PIZZOLATTI
- Órgão julgador
- 2ª Turma
- Data de julgamento
- 25/09/2026
- Data de publicação
- 25/09/2026
- Número
- 5026546-47.2026.4.04.0000
Ementa
DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. REDIRECIONAMENTO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA APURADA EM PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. PROVIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME: 1. Agravo de instrumento interposto contra decisão que indeferiu o pedido de inclusão de sócio-gerente no polo passivo de execução fiscal, sob o fundamento de que a responsabilidade tributária decorrente de dissolução irregular deve ser demonstrada em juízo. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO: 2. A questão em discussão consiste em saber se é cabível a inclusão de sócio-gerente no polo passivo de execução fiscal quando a sua responsabilidade tributária foi previamente apurada e atribuída em procedimento administrativo. III. RAZÕES DE DECIDIR: 3. A instauração de procedimento administrativo para apuração de responsabilidade por débito inscrito em dívida ativa da União, ajuizado ou não, é expressamente autorizada pelo art. 20-D, III, da Lei nº 10.522/2002. 4. A atribuição de responsabilidade tributária constitui prerrogativa do Fisco no exercício da administração tributária, conforme o art. 142 e o art. 149 do CTN, bem como o Decreto nº 70.235/1972. 5. O ato administrativo que apura a responsabilidade tributária do sócio-gerente goza de presunção de veracidade, legitimidade e legalidade, a qual deve prevalecer para fins de redirecionamento da execução fiscal. 6. Uma vez constatada a responsabilidade em âmbito administrativo, admite-se a inclusão do corresponsável no polo passivo da execução fiscal, restando assegurado o contraditório diferido para que o executado demonstre a ausência de ato ilícito. IV. DISPOSITIVO E TESE: 7. Recurso provido. Tese de julgamento: 8. É legítima a inclusão de sócio-gerente no polo passivo de execução fiscal quando a sua responsabilidade tributária tiver sido previamente apurada em procedimento administrativo regular, cabendo ao executado o ônus de afastar a presunção de legitimidade do ato administrativo por meio de contraditório diferido. ___________ Dispositivos relevantes citados: CTN, arts. 142 e 149; Lei nº 10.522/2002, art. 20-D, III; Decreto nº 70.235/1972. Jurisprudência relevante citada: TRF4, AG 5024337-42.2025.4.04.0000, 2ª Turma, j. 19.09.2025.
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